Olhar para trás para olhar para o futuro — a revisão intercalar da Estratégia do Mercado Único Digital ajuda a determinar as ações futuras
A revisão intercalar da Estratégia para o Mercado Único Digital de 2015 acaba de ter lugar, oferecendo uma oportunidade para fazer o balanço dos resultados alcançados no domínio da saúde em linha e para preparar o terreno para novas ações. Tapani Piha, chefe de unidade responsável pela saúde em linha da Direção-Geral SANTE, explica os planos da Comissão.
Antes de mais, o que é exatamente o Mercado Único Digital?
O Mercado Único Digital (MUD) é um ambiente de mercado no qual é assegurada a livre circulação de mercadorias, de pessoas, de serviços e de capitais e onde os cidadãos e as empresas podem aceder facilmente a bens e serviços em linha. É uma das principais prioridades da Comissão criar e apoiar este mercado que poderá contribuir com 415 mil milhões de euros para a economia europeia e trazer outros benefícios importantes.
De que maneira pode o Mercado Único Digital ter um impacto na saúde pública?
O Mercado Único Digital pode ser um importante vetor de apoio à tão necessária reforma dos modelos de cuidados de saúde e de assistência social na Europa. Particularmente interessantes são as possibilidades de recolha e intercâmbio de dados de saúde, bem como novas aplicações e outras soluções para as pessoas gerirem a sua saúde.
A iniciativa de digitalização dos cuidados de saúde pode suscitar o aparecimento e a expansão de novas soluções integradas de saúde e de prestação de cuidados em toda a Europa, melhorando a saúde e a qualidade de vida dos seus cidadãos, tornando a saúde e os sistemas de cuidados de saúde mais sustentáveis e impulsionando a economia.
Quais são os principais desenvolvimentos?
A Rede Europeia de Referência vai abrir novas possibilidades para o diagnóstico e tratamento dos doentes com doenças raras. Esses doentes irão beneficiar dos conhecimentos dos especialistas de toda a UE. Além disso, as soluções digitais utilizadas pelas redes europeias de referência podem abrir caminho para uma utilização mais generalizada da telemedicina.
Outro desenvolvimento, entre muitos outros, é a infraestrutura de serviços digitais da saúde que irá facilitar o intercâmbio transfronteiras das prescrições eletrónicas e dossiês médicos dos pacientes, beneficiando claramente os viajantes.
Que ações futuras são sugeridas como necessárias pela revisão intercalar?
Um procedimento coordenado e coerente em matéria de saúde digital e de inovação nos cuidados de saúde, como parte da estratégia do Mercado Único Digital. Até à data, as propostas foram orientadas para avançar em três domínios de maneira a: 1. Concretizar plenamente o direito de todos os cidadãos a aceder e partilhar os seus dados pessoais em matéria de saúde; 2. Apoiar o desenvolvimento de uma infraestrutura de dados segura para agrupar os dados de saúde para efeitos de investigação, prevenção de doenças e da personalização dos cuidados de saúde; 3. Cooperar a nível europeu para acelerar a adoção de soluções inovadoras em grande escala como a telemedicina e aplicações móveis de saúde.
Atividades a nível da UE
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Comissão Europeia – Saúde e Segurança dos Alimentos |
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Comissão Europeia — Economia e Sociedade Digitais |
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Comissão Europeia — Economia e Sociedade Digitais |
Notícias
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Revisão intercalar da Estratégia para o Mercado Único Digital mostra bons progressos A Estratégia para o Mercado Único Digital foi lançada em 2015. A meio do plano quadrienal, a presente revisão evidencia os progressos realizados e o trabalho por fazer. Foi adotada uma comunicação da Comissão que inclui uma secção sobre a transformação digital da saúde e dos cuidados de saúde. |
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10 temas importantes a não perder durante a Semana da Saúde em Linha 2017... e muito mais! Leia o boletim informativo da Comissão especialmente dedicado à saúde em linha, ao envelhecimento e ao bem-estar e acompanhe as últimas evoluções do setor, desde uma aplicação móvel que ajuda a detetar a doença de Parkinson a um fato equipado com sensores para analisar os movimentos de pacientes que sofreram um AVC. |
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As Redes Europeias de Referência dão esperança aos doentes com doenças raras As redes foram lançadas em março de 2017 e facilitarão em grande medida o contacto entre os doentes com doenças raras e os especialistas que os poderão ajudar. Mais informações sobre as Redes Europeias de Referência disponíveis no boletim sobre a saúde na UE, de 9 de março de 2017, dedicado a esse tema. |
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As Infraestruturas de Serviços Digitais prestam serviços transfronteiras em rede As infraestruturas nacionais estão conectadas a uma plataforma central europeia. Em 2018 começará a funcionar uma infraestrutura de serviço digital específica para o setor da saúde em linha, que permite o intercâmbio de prescrições eletrónicas e resumos clínicos de pacientes entre Estados-Membros. |
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O estudo formula recomendações sobre políticas em 10 domínios: sensibilização, educação e formação, fontes de dados, dados abertos e partilha de dados, aplicações e finalidades, análise de dados, gestão do acesso aos dados e sua utilização, normas, financiamento e recursos financeiros, proteção jurídica e proteção de dados. |
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Os principais objetivos deste projeto consistiam na melhoria da qualidade e segurança dos cuidados de saúde para os cidadãos que viajam pela Europa, bem como no desenvolvimento de um enquadramento prático em matéria de saúde em linha e de infraestruturas TIC. O projeto epsSOS deu origem ao intercâmbio de prescrições eletrónicas e de resumos clínicos de pacientes, que atualmente está a ser implementado através da infraestrutura de serviços digitais da saúde em linha. |
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Este projeto, no qual participaram mais de 100 agentes dos setores público e privado de 22 países, destinava-se a consolidar o trabalho desenvolvido em anteriores projetos-piloto de grande escala, fornecendo soluções informáticas para as comunicações transfronteiras que podem ser aplicadas a qualquer setor. |