Traga grandes recordações da suas férias de verão – não um cancro da pele!
Lydia Mutsch, Ministra da Saúde do Luxemburgo, analisa a mensagem e a relevância da nova campanha lançada no Luxemburgo para ajudar a sensibilizar o público para o cancro da pele, promovida pelo Ministério da Saúde luxemburguês, a Associação Europeia de Oncologia Dermatológica e a Société Luxembourgeoise de Dermato-Vénérologie.
Qual é a principal mensagem da nova campanha?
A mensagem é que devemos levar o cancro da pele a sério e ser responsáveis pela nossa própria saúde, aprendendo a preveni-lo e a detetá-lo numa fase precoce. Enviámos a nossa brochura antes do verão, não só para sensibilizar as pessoas para o risco do cancro da pele, mas também para lhes dar uma ferramenta que as ajude a detetar qualquer sinal suspeito. Para além de informações variadas, a brochura inclui fotografias de sinais inofensivos e sinais potencialmente perigosos, que as pessoas podem utilizar como orientação para se examinarem a si próprias. Pode não ser muito bonito, mas é muito útil. O conhecimento pode ajudar a salvar vidas. A informação também está disponível em linha em http://www.sante.public.lu/fr/prevention/cancer-peau-depistage/index.html.
O Ministério da Saúde organiza campanhas de sensibilização anuais, em estreita cooperação com a sociedade luxemburguesa de dermatologia. Ao repetir estas ações regularmente e envolver diretamente as pessoas, temos mais probabilidades de as sensibilizar numa perspetiva de longo prazo. A nossa campanha ajuda a lançar o diálogo entre os cidadãos e os dermatologistas, que participam ativamente nas bancas de informação organizadas pelo Ministério em vários eventos de verão. Os dermatologistas fazem exames gratuitos à pele e distribuem amostras gratuitas de protetores solares. O êxito tem sido enorme.
O Luxemburgo não é um país com muito sol. O cancro da pele é um problema?
Infelizmente, sim. Em 2015, foram diagnosticados 1351 casos de cancro da pele: 118 destes doentes tinham melanoma (a forma mais perigosa) e 1233 cancro da pele que não melanoma (a forma mais corrente e menos perigosa). A boa notícia é que um em cada quatro casos de melanoma é detetado numa fase precoce. A má notícia é que três em cada quatro não o são. Na última década (2006-2015), morreram no Luxemburgo 179 pessoas com cancro da pele (143 casos de melanoma e 36 de outras formas). É triste dizê-lo, mas muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas. Também convém não esquecer que os luxemburgueses viajam muito e, frequentemente, com destino ao sul.
O cancro da pele não é um dos tipos de cancro mais fácil de tratar?
Sim, se for diagnosticado numa fase precoce, as taxas de sobrevivência são muito elevadas. Caso contrário, é frequentemente mortal, porque é extremamente resistente à quimioterapia. E tanto pode evoluir muito lentamente como muito rapidamente. É por isso que a vigilância é tão importante.
As pessoas estão a mudar de comportamento?
Sim, em certa medida, graças às nossas campanhas repetidas. Mas o facto é que estar bronzeado continua a ser visto como desejável tanto pelos jovens com pelos mais velhos, e é considerado atraente e um sinal de boa saúde na nossa sociedade, em que o aspeto físico é frequentemente sobrestimado. Muitas pessoas não levam a sério o risco de cancro da pele e acham que apanhar um escaldão é tão grave como ter uma constipação. Mas mesmo um único escaldão pode aumentar o risco de desenvolver cancro da pele numa fase posterior da vida. E as pessoas com pele mais escura devem estar conscientes de que não são imunes a este tipo de problemas.
O Luxemburgo beneficiou do apoio ou orientação da UE para o ajudar a reduzir os encargos com o cancro da pele?
Sem dúvida. A UE financia investigação e apoia ferramentas, como o Código Europeu contra o Cancro, que promovem a prevenção e o rastreio em beneficio de todos. O parecer sobre os efeitos dos bancos solares na saúde publicado pelo comité científico independente da Comissão Europeia tem também sido extremamente útil, abordando questões relacionadas com a segurança dos bancos solares e mantendo-nos a par dos conhecimentos científicos mais recentes. Foi especialmente útil quando o Ministério da Saúde começou a elaborar a nova regulamentação nesta matéria, que está atualmente a ser debatida no Parlamento e prevê a proibição da utilização dos bancos solares por menores.
No Luxemburgo, em concreto, foram disponibilizados fundos para a investigação sobre o cancro da pele a doutorandos, através do programa Marie Curie da Comissão. A Unidade de Investigação em Ciências da Vida da Universidade do Luxemburgo recebeu cerca de 500 000 euros, enquanto parte dos mais de três milhões de euros investidos pela UE no «MEL-PLEX», uma rede que liga universidades, hospitais e empresas de 11 países diferentes, que trabalham no domínio do cancro da pele. Esta iniciativa poderá conduzir a novas descobertas com um impacto potencial enorme para os cidadãos europeus. É claro que ficaremos orgulhosos se algumas das soluções futuras para os atuais problemas de saúde forem descobertas no Luxemburgo!
Atividades a nível da UE
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Comissão Europeia – Saúde e Segurança dos Alimentos |
Notícias
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Código Europeu contra o Cancro recomenda-lhe que se proteja do sol e evite os bancos solares Entre as 12 formas de reduzir o risco de cancro enumeradas no Código Europeu Contra o Cancro estão os seguintes conselhos: «Evite a exposição excessiva ao sol, especialmente para as crianças. Use protetor solar. Não use solários.» |
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No seu parecer sobre os efeitos da radiação ultravioleta na saúde, nomeadamente no que respeita à exposição às radiações ultravioletas dos bancos solares, o Comité Científico dos Riscos para a Saúde, Ambientais e Emergentes conclui que há fortes indícios de que a exposição às radiações ultravioletas dos bancos solares provoca o cancro da pele. |
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Ficha de informação da Rede Europeia de Registos Oncológicos dá informações sobre o melanoma maligno O melanoma maligno é um dos três principais tipos de cancro da pele. Em 2012, na Europa, foram diagnosticados 100 000 novos casos deste tipo de cancro da pele e 22 200 pessoas morreram desta doença. |
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Siga os conselhos dos especialistas sobre como evitar o cancro da pele Den Insider é uma publicação da Fondation Cancer do Luxemburgo que põe em destaque um tema relacionado com o cancro em cada um dos seus números. A edição de junho é consagrada ao cancro da pele e inclui uma série de perguntas e respostas e um guia de sobrevivência ao sol estival. |